2025
Substância e fundamento no trabalho de Arorá, texto de Mariana Leme
Em termos materiais, Arorá deposita na tela, preparada com gesso, camadas de bastão oleoso feito com pigmento, cera de abelha e carnaúba, para em seguida cobri-las com outras camadas de bastão e tinta a óleo e assim sucessivamente, até que a “substância” ganhe corpo, ao mesmo tempo em que se torna invisível: jogos cromáticos, composições, figuras são seguidamente ocultas pelas camadas que se avolumam. Em outras palavras, não se trata de uma imagem desencarnada, como a pintura é frequentemente percebida, mas ela se constitui enquanto acúmulo de materiais de diversas naturezas, depositados lenta e meticulosamente.
2023
A caverna e o sol podem ser o mesmo lugar, texto de Keyna Eleison
Se engana quem imagina que seu trabalho está entregue em tudo que vemos. É preciso tempo e ainda sim não se pode chegar perto de tudo que os compõe. Quando Arorá fala que “a caverna e o sol podem ser o mesmo lugar”, ela nos convida a transcender as fronteiras aparentes entre o interior e o exterior, entre o escuro e o luminoso. Sua arte nos leva a uma jornada de descoberta, onde as sombras da caverna se transformam em raios de sol que iluminam nossa relação.
2023
No quintal de mim, texto de Keyna Eleison
Ao escolhermos uma partícula mínima, podemos começar a nos relacionar. A profundidade de sua obra, assim como os cientistas, desvendam os segredos do universo em escala microscópica, nós, como espectadores de sua arte, podemos nos aventurar nas dimensões sutis de suas criações. Arorá escava não apenas o solo, escava também teorias, teses, antíteses e certezas. Arqueóloga de idéias, traz de seu mundo e nos entrega sentido hoje.
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